Postagem em destaque

“A BONITEZA DE SER PROFESSOR”

“Qual é o sentido de nosso trabalho como educadores? Qual a boniteza de ser professor? Em que consiste ensinar e aprender com sentido? Co...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

O ESTRANHO HOMEM



             O réveillon é uma data muito importante na vida de muitas pessoas, é a época do ano em todos querem sair para comemorar, agradecer as conquistas do ano que passou ou apenas confraternizar com parentes, amigos, namorados, etc...
            Certa vez, durante uma dessas festas de fim de ano, em uma boate famosa da região onde moravam, duas amigas se encontraram e logo  se puseram a conversar, relembrando as coisas boas do ano que passou. O papo estava tão animado que elas acabaram perdendo a hora.... Quando deram por si, perceberam que estava ficando tarde, e então, decidiram ir embora.
           Por morarem relativamente perto do local da festa e por terem bebido um pouco além da conta, resolveram ir a pé mesmo, pegariam um atalho para encurtar o caminho, e assim, chegariam em casa mais rápido, uma fazendo companhia a outra, já que suas casas também eram perto uma da outra. Porém o atalho em questão passava por uma rua deserta, meio escura, ninguém passava muito por ali, sobretudo por que no fim daquela rua diziam que vivia um cara estranho, com ares suspeito. Mas enfim, já era muito tarde e elas resolveram se arriscar.
        Começaram a caminhada, já com as sandálias nas mãos, pois era muito difícil andar de salto alto, de madrugada e ainda por cima, digamos...levemente trôpegas...
           Depois de terem andando uma quadra aproximadamente,  uma das colegas, a Bianca, começou a passar mal com ânsia de vômito... Baixou a cabeça ali mesmo na rua e começou a por pra fora o álcool ingerido... Ao terminar, ergueu a cabeça e chamou pela amiga Roberta para elas continuarem a caminhada, pois achava que a amiga havia parado ao seu lado quando ela começou a passar mal.
            Como o efeito do álcool não havia passado de todo, nem com o vômito, Bianca ficou um pouco aturdida, até perceber o que de fato estava acontecendo.
            Ao firmar melhor as vistas, na penumbra da rua, percebeu um carro arrancando em alta velocidade e a amiga Roberta dentro, gritando e batendo no vidro, desesperada.
            Bianca jogou as sandálias para cima, ergueu o vestido e se pôs a correr perseguindo o carro. Não sabia no que ia dar, já que ela jamais alcançaria a velocidade de um carro. Mas, ainda assim, ela não desistiria. Não podia deixar a amiga nas mãos daquele doido, sem ao menos tentar salva-la, e teria que ser ela mesma, porque a rua estava deserta...
Quando já estava achando que ia cair dura de tanto cansaço percebeu que o carro parou.
            Ihh - parou na casa do homem estranho, - e agora? O que faço? Pensou Bianca?
            Bom, quem está na chuva é pra se molhar, certo? Ela não poderia deixar a amiga sozinha, jamais se perdoaria se acontecesse algo pior e ela não tivesse ao menos tentado ajudar. Pensou que se fosse o contrário a amiga com certeza, faria o mesmo por ela.
              Assim...
     Armou-se de coragem, e continuou...chegando perto da casa, tentou ouvir algum barulho...andando levemente, nas pontas dos pés...chegou perto da porta, forçou levemente e tentou entrar... Não deu...o homem tinha trancado a porta. Tentou arromba-la...,mas não adiantou. Foi até a janela  e olhou pra ver se descobria algo...nisso a amiga grita:
- Biancaaaa...atrás de você!!!
          Bianca virou-se de repente, mas não deu tempo de se defender. Sentiu algo bater com força em sua cabeça e tudo escureceu....Desmaiou!
           Passado uns minutos, ela acordou e olhou em volta.    
       
         Estavam em uma sala, sentadas em uma cadeira, amarradas de costas uma para a outra. Ficou apavorada! E agora? Veio ajudar e se enrascou junto com a amiga.             
        Quem viria salva-las agora? Ninguém sabia que elas estavam ali, pois como moravam perto, os amigos deviam achar que naquela altura elas já estariam em casa...
De repente, Bianca parou de pensar, aconteceu algo que acabou desviando seus pensamentos... Sentiu cheiro de comida...
            Como já havia passado algumas horas da ceia, já estava com fome novamente, sobretudo porque vomitara e junto com o álcool foi a comida também.
            O homem estava cozinhando. Então enfim ele fala com elas e pergunta:
            - Com fome meninas?
        Apesar da fome, que o cheiro de comida aguçava mais ainda, as garotas estavam confusas e apavoradas, pois estavam à mercê do bandido, não sabiam o que podia lhes acontecer.
            Então, com medo de responder elas ficaram caladas, e por isso ele se virou.
            Ao se virar, foi possível que elas o vissem de frente e perceberam que ele estava usando uma máscara.
           ***
            Ai meeeu Deusss... E agora? Ficaram com mais medo ainda.
           Olhando em volta, como se procurassem alguém que lhes pudesse ajudar, perceberam melhor a casa. Era velha, quase sem móveis e tinha um cheiro de coisa podre no ar.
            Roberta e Bianca, apesar de apavoradas, começaram a  aventar como iam sair daquele sufoco, daquela casa assustadora e, sobretudo das mãos daquele doido...
            Nesse meio tempo o homem estranho colocou a mesa do jantar tranquilamente  e fingia não está  escutando a conversa das duas. Ouve-as dizerem que as cordas estavam frouxas e que daria para se soltarem e correrem em direção à porta dos fundos.
O estranho continuou pondo a comida na mesa. Sentou-se e esperou elas agirem... enquanto isso começou a comer.
            Rapidamente as meninas se soltaram e fizeram exatamente o que ele imaginava que elas fariam: Correram para a cozinha a procura da porta dos fundos.
            O estranho homem deu uma gargalhada zombeteira, porque não existia uma porta dos fundos, e elas ao perceberem isso começaram a gritar mais apavoradas ainda.
            Ele se levantou calmamente e... foi para a cozinha para prendê-las novamente....
Mas subestimou a coragem e o medo das meninas e não pensou direito. Eram duas contra um. Roberta, que a essa altura já havia passado todo o efeito do álcool, bateu na cabeça dele com um porrete que estava encostado perto da janela, com o susto ele tropeçou e caiu e não conseguiu pegá-las, assim, elas conseguiram fugir pulando a janela que não estava trancada.
            Porém o estranho não se deixou abater, sacudiu a cabeça pra melhorar da zonzeira, pulou a janela foi atrás delas com o carro.
***
          As meninas conseguiram chegar a uma conveniência 24 horas que ficava na esquina. Entraram apavoradas e contaram o que aconteceu para os dois funcionários, o frentista e o atendente do caixa, porém antes mesmo que terminassem a história o estranho entrou na loja e elas gritaram: É eleeee!!!
            Todos correram para cima do homem para tentar segurá-lo, mas não conseguiram. Ele vendo que estava em desvantagem, deu meia  volta e correu pra rua.
***
            Nesse meio tempo os funcionários acionam o alarme da polícia... e já que as meninas sabiam onde ele morava pediriam que a policia os ajudasse e prendesse o estranho e perigoso homem.
            Mas de repente, sem que as pessoas ali esperassem e sem dar tempo da policia chegar, o estranho voltou e começou a atirar em todos...
            Quando a polícia chegou encontrou todos mortos. Jogados, uns sobre os outros, em uma poça de sangue...
           A cidade nunca se recuperou...O homem não deixou rastros e ninguém, até hoje, soube o que de fato aconteceu....
Fim!
Atividade: Em cada história uma surpresa
Autoras:
Gabrielly
Maria Izabel

Um comentário: